
Polícia investiga possível execução de adolescente após denúncia contra traficante (Foto: Instagram)
A Polícia Civil da Bahia sustenta que a morte de Thamiris dos Santos Pereira pode ter sido retaliação de um “tribunal do crime”. A principal linha de investigação aponta que a adolescente teria registrado uma queixa contra um integrante do tráfico por violência doméstica dias antes de sumir. A partir desse episódio, o caso passou a ser tratado como possível execução. Um suspeito já foi detido, outros ainda estão sob apuração, e as autoridades buscam elucidar os detalhes da ocorrência que chocou a região.
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Em entrevista coletiva no dia 19 de março, o delegado Moisés Damasceno, do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), revelou que Thamiris havia denunciado, em 20 de fevereiro, um homem ligado ao tráfico por agredir sua companheira. Esse registro resultou na prisão preventiva do acusado. A partir daí, criminosos teriam organizado uma armadilha para atrair a jovem, conforme apurado pelos investigadores.
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Com base nas evidências, a polícia trabalha com a possibilidade de execução sumária. Até o momento, não há indícios de agressão sexual. Nesta quinta-feira (19), um dos suspeitos foi preso — ele estava sendo monitorado desde domingo (15), mas o mandado só saiu no dia em que o corpo foi encontrado. O homem nega envolvimento. Já o acusado originalmente denunciado por violência doméstica permanece detido. Mais dois possíveis participantes seguem sendo investigados, e novas diligências estão em curso.
Investigadores chamaram a atenção para a forma como os pertences de Thamiris foram localizados: roupas e objetos pessoais acondicionados em sacos plásticos, reforçando a suspeita de que o corpo tenha sido removido de outro local. A descoberta ocorreu após um morador sentir um odor forte e acionar a polícia. Isolada a área, as autoridades encaminharam o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para confirmar a identidade e apurar a causa da morte.
O desaparecimento de Thamiris mobilizou Itinga, em Lauro de Freitas, e Salvador. A estudante foi vista pela última vez ao sair da escola, quando mudou a rota habitual. Durante as buscas, a comunidade realizou protestos com bloqueios de ruas, buzinaços e exigiu respostas das autoridades. A mochila da adolescente foi achada dias antes em outro bairro, mas sem o celular, o que já indicava ato criminoso.
A Polícia Civil da Bahia segue analisando imagens de câmeras de segurança e colhendo depoimentos para compreender a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos. Informações podem ser enviadas anonimamente pelo Disque Denúncia (181). O inquérito permanece em andamento e a expectativa é de novos desdobramentos em breve.

