
Viatura da Polícia Militar de Minas Gerais em ação em condomínio de Belo Horizonte (Foto: Instagram)
Um homem foi detido em Belo Horizonte, Minas Gerais, depois de tentar matar o vizinho em uma discussão motivada por crenças religiosas. O caso ocorreu na madrugada de sexta-feira (20) e foi registrado pela repórter Gabriela Vieira no portal BacciNotícias em 21/03/2026 às 08h19. Revoltado ao saber que a vítima não acreditava em Deus, o suspeito atacou-a com facas e, em seguida, atirou contra a portaria do condomínio.
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De acordo com o jornal O Tempo, a confusão começou durante uma festa no salão de eventos do prédio. Testemunhas relatam que o desentendimento teve início ao descobrir-se que a vítima não professava fé em Deus. Irritado, o agressor acusou o vizinho de debochar do tema e, num acesso de fúria, pegou facas que estavam no local e avançou contra ele, gerando pânico entre os moradores.
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Durante a briga, a vítima utilizou uma cadeira para conter o suspeito e tentou trancar o salão de festas. Mesmo assim, o homem quebrou as portas de vidro e deixou o local. Uma testemunha acionou a polícia assim que percebeu a gravidade da situação e entendeu que os danos iriam além de agressões corporais.
Ao sair do salão, o agressor seguiu até a garagem do edifício. A vítima e a testemunha voltaram a ligar para as autoridades. Segundo relatos, o suspeito posicionou-se na entrada do condomínio, sacou uma arma de fogo e disparou contra a portaria. Até o momento, não há informação de feridos por esses tiros, mas o episódio colocou em risco quem circulava pelo prédio.
Equipes da Polícia Militar chegaram rapidamente e, após buscas pela região, localizaram o homem. Durante a abordagem, encontraram em sua posse uma pistola Taurus calibre 9 mm, de uso restrito, carregada com 14 munições. No veículo dele, também foram apreendidos uma faca, dois carregadores do mesmo calibre e duas cartelas de munições.
Confrontado pelos policiais, o suspeito confessou que a divergência religiosa motivou a agressão e admitiu ter atacado o vizinho após ser chamado de “filho da p***”. Ele foi encaminhado a uma unidade da Polícia Civil de Minas Gerais, onde o caso foi registrado. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes.

