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Delegado aponta participação de desembargador no caso da morte da PM Gisele

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Imagens de câmeras mostram o desembargador sendo conduzido pelo tenente-coronel ao local do crime (Foto: Instagram)

Novos desdobramentos da apuração sobre a morte da soldado Gisele Alves Santa apontam que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso por feminicídio e fraude processual, tentou manipular a cena do crime. Segundo o delegado Lucas Souza Lopes, responsável pelo caso, o oficial teria buscado a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado para reforçar a tese de suicídio. A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro.

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Em entrevista ao podcast True Crime, do SBT News, Lopes explicou que o tenente-coronel sabia que a presença de um desembargador poderia emprestar credibilidade à versão apresentada. A estratégia incluía não apenas chamar a atenção para o local, mas criar uma percepção de influência capaz de induzir os primeiros investigadores a aceitar a hipótese de suicídio. O delegado destaca que a tática reflete uma tentativa de premeditação para encobrir as reais circunstâncias da morte.

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Conforme o delegado, o desembargador chegou ao local sem se identificar como autoridade judicial, apresentando a identificação funcional apenas ao final do registro, após questionamento dos policiais militares. Câmeras corporais exibidas pela apuração mostraram o magistrado em aparente desconforto, relutando inicialmente a entrar no apartamento, até ceder diante do que foi descrito como “cena criada” pelo oficial.

Em nota reproduzida no programa Fantástico, da TV Globo, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado afirmou que foi ao apartamento como convidado e amigo do tenente-coronel, após receber informação de um possível caso de suicídio. A defesa ressaltou que prestará todos os esclarecimentos necessários à Polícia Judiciária, caso seja requisitado.

Durante coletiva em 18 de março, a Polícia Civil, representada pelo delegado Denis Saito, do 8º Distrito Policial, afirmou não haver indícios de interferência do desembargador nas investigações. Saito reforçou que o magistrado atuou apenas como conhecido do investigado e não influenciou o andamento do inquérito, que segue em curso para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.

Gisele Alves Santa foi encontrada gravemente ferida no dia 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, em São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como suicídio, a exumação do corpo e novos laudos apontaram inconsistências na hipótese voluntária, como trajetória do disparo incompatível e manchas de sangue em diferentes cômodos. A partir dessas evidências, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual, tendo sua prisão decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil e com aval do Ministério Público.

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