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Igreja se torna ponto de tráfico e abrigo de criminosos

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Operação policial desmonta ponto de tráfico na Capela São Paulo Apóstolo, em Petrópolis (Foto: Instagram)

Uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro revelou que uma igreja católica em Petrópolis foi transformada em ponto de venda de drogas e abrigo para criminosos. A ação ocorreu na terça-feira (1º) e resultou na prisão em flagrante de cinco suspeitos dentro da Capela São Paulo Apóstolo, no bairro Bingen, após investigadores descreverem o cenário como “absurdo”.

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Conforme apurou a 105ª DP em parceria com o 26º BPM, o grupo, ligado ao Comando Vermelho, ocupou o templo e suspendeu todas as celebrações religiosas. Missas foram proibidas, moradores passaram a sofrer ameaças e o espaço passou a servir como base de moradia dos suspeitos e como ponto de distribuição de entorpecentes.

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Durante a incursão policial, os agentes encontraram um casal em situação íntima dentro da capela, o que indicava que o altar vinha sendo usado para práticas sexuais. Segundo os relatos, bancos e diversos objetos sacros haviam sido retirados, imagens de santos amontoadas em um canto e o próprio altar convertido em dormitório, com colchão e roupas espalhados pelo chão.

Na ação, foram apreendidas 62 cápsulas de cocaína, 25 tabletes de maconha e R$ 165 em espécie. Parte da droga e o dinheiro estavam escondidos em compartimentos improvisados no interior da capela, que funcionava também como ponto de venda direto aos usuários.

Moradores da região afirmaram que os criminosos impuseram regras rígidas no entorno da igreja, exigindo silêncio sobre as atividades ilícitas e proibindo celebrações religiosas. Segundo a polícia, alguns dos suspeitos tiveram origem em Belford Roxo e atuavam no local há cerca de dois meses. Também chamou atenção a presença de um jabuti mantido dentro do templo.

Em nota, a Diocese de Petrópolis lamentou o ocorrido e confirmou o compromisso de restaurar as celebrações e o trabalho pastoral na comunidade. O caso segue sob investigação para identificar novos envolvidos e detalhar como se deu a ocupação do espaço religioso.

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