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PF identifica elo de MC Ryan SP em rede que teria movimentado 3 toneladas de cocaína

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MC Ryan SP preso pela PF na Operação Narco Fluxo (Foto: Instagram)

A Polícia Federal desencadeou em 15 de abril de 2026 a Operação Narco Fluxo, visando desmantelar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria o cantor MC Ryan SP. De acordo com as investigações, a estrutura teria movimentado recursos oriundos do tráfico de cocaína, apostas ilegais e outras atividades ilícitas, atingindo cifras bilionárias.

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Na manhã desta quarta-feira (15), agentes da PF prenderam o artista em sua residência, cumprindo mandado de prisão preventiva. A investigação aponta o tráfico de cocaína como principal fonte de recursos ilícitos usados no suposto esquema de lavagem associado ao cantor.

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As apurações revelam que o cantor teria utilizado empresas de produção musical e sua expressiva atuação nas redes sociais para mesclar rendas lícitas com valores obtidos em apostas não regulamentadas, rifas virtuais e tráfico de drogas. Há também indícios de conexão da rede com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão judicial da 5ª Vara Federal de Santos, assinada pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados. O montante levou em conta o suposto lucro gerado pelo tráfico de mais de três toneladas de cocaína somado a outras movimentações suspeitas.

Segundo a PF, as operações Narco Vela, em abril de 2025, e Narco Bet, em janeiro de 2026, aprofundaram as investigações sobre a estrutura financeira, reforçando a suspeita de lavagem de dinheiro. Após a ocultação, os recursos teriam sido reinseridos na economia formal por meio da compra de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e joias.

Os investigadores também identificaram a contratação de operadores de mídia para disseminar conteúdos favoráveis ao artista e promover plataformas de apostas, supostamente para minimizar danos à sua imagem durante as apurações. Participações societárias teriam sido transferidas a familiares e “laranjas” para dificultar o rastreamento dos bens.

Um dos principais instrumentos do suposto esquema foi a fintech Golden Cat Processamento de Pagamentos, criada em 2023 em São Bernardo do Campo (SP). Sem autorização do Banco Central, a empresa teria funcionado como processadora de grandes volumes financeiros, vinculados a jogos de azar e apostas online.

Controlada por Xizhangpeng Hao, a fintech movimentou, segundo estimativas da PF, valores que podem chegar a R$ 260 bilhões, redistribuindo recursos para empresas ligadas ao grupo e remetendo quantias ao exterior. A Justiça Federal também decretou a prisão temporária de Xizhangpeng Hao, de Sun Chunyang e de Jiawei Lin, além do cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

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