Muita gente acredita que a falta de ferro acontece apenas por comer pouca carne, mas especialistas alertam que o problema pode estar em um hábito ainda mais comum: tomar café ou chá junto das refeições. Essas bebidas possuem compostos que dificultam a absorção do ferro, principalmente o chamado ferro não heme, presente em alimentos como feijão, lentilha, aveia, tofu e vegetais verde-escuros.
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Enquanto o ferro de origem animal, encontrado em carnes e vísceras, costuma ser absorvido com mais facilidade, o ferro vegetal sofre mais interferência no organismo. Por isso, mesmo quem mantém uma alimentação considerada saudável pode apresentar queda na ferritina, hemoglobina baixa e sinais de anemia. Mulheres, gestantes, crianças e pessoas com dietas mais restritivas estão entre os grupos que mais precisam de atenção.
Os sinais costumam aparecer aos poucos e incluem cansaço excessivo, falta de ar, tontura, palidez, dor de cabeça, unhas fracas, queda de cabelo e até dificuldade de concentração. Em alguns casos, a vontade frequente de mastigar gelo também pode ser um alerta. O problema se agrava quando o café ou o chá são consumidos no almoço ou jantar, reduzindo ainda mais o aproveitamento do mineral pelo intestino.
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A recomendação é simples: deixar o café e o chá para pelo menos uma hora após as principais refeições e combinar fontes de ferro com alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola, kiwi e tomate. Quando há anemia instalada ou ferritina muito baixa, apenas ajustar a alimentação pode não ser suficiente, sendo necessário acompanhamento médico e, em alguns casos, suplementação.


