
Agentes da Polícia Federal durante a Operação Berço Seguro em Cuiabá (Foto: Instagram)
Um homem apontado por abusar sexualmente da própria filha de apenas 11 meses e de registrar vídeos destinados à chamada “dark web” morreu em confronto com agentes da Polícia Federal na manhã do último sábado (09), em Cuiabá. A ação integrou o cumprimento de mandados expedidos no âmbito da Operação Berço Seguro, criada para investigar crimes cibernéticos relacionados à exploração sexual infantil e à produção de material ilícito envolvendo crianças.
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De acordo com as apurações, o suspeito comercializava os vídeos em áreas restritas da internet, protegidas por criptografia e conhecidas por dificultar a identificação de usuários, popularmente chamadas de “dark web”. A Polícia Federal vinha monitorando suas atividades há semanas, reunindo indícios sobre a circulação dos arquivos e mapeando os compradores que adquiriam o conteúdo por valores não divulgados oficialmente.
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No momento da abordagem, os agentes anunciaram-se e tentaram efetuar a prisão, mas o investigado reagiu com agressividade, tentando disparar contra a equipe. Houve revide imediato e o homem foi alvejado. Ele chegou a receber atendimento médico no local, contudo não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado ainda no sábado.
A Operação Berço Seguro foi articulada com o propósito de desarticular redes de compartilhamento de arquivos que visam explorar sexualmente vulneráveis, utilizando o anonimato proporcionado por ambientes virtuais criptografados. Além de cumprir mandados de prisão, a força-tarefa apreendeu equipamentos eletrônicos e mídias contendo material ilícito, além de analisar mensagens e transações financeiras para descobrir outros participantes.
As investigações iniciais apontam que a bebê de 11 meses não seria a única vítima. Dados colhidos pela PF indicam que o homem já teria cometido abusos contra a filha mais velha de sua companheira, evidenciando um padrão reiterado de violência no contexto familiar. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades para preservar o sigilo da vítima e de seus familiares.
Segundo a Polícia Federal, a operação se estendeu além de Cuiabá, com mandados cumpridos em Várzea Grande, na Região Metropolitana, e em Aracaju, no Sergipe. Nessas localidades, os agentes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que podem ampliar o entendimento sobre a rede de distribuição dos vídeos, além de identificar potenciais envolvidos na produção e venda desse conteúdo criminoso.


