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Anvisa adia julgamento da Ypê e caso segue sem definição

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Anvisa adia análise de recurso da Ypê e mantém suspensão de lotes (Foto: Instagram)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) optou por postergar a análise do recurso apresentado pela Ypê contra a suspensão de parte de seus produtos. Prevista para ocorrer em 13 de maio, a sessão foi retirada da pauta da diretoria colegiada sem nova data imediata, deixando o processo em aberto até que novas consultas sejam realizadas.

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De acordo com Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, o julgamento deve ser remarcado para esta sexta-feira (15), quando estão programadas novas reuniões técnicas entre a agência e representantes da Química Amparo, companhia responsável pela marca. A expectativa é que, após esses encontros, a diretoria consiga decidir sobre o recurso e as medidas protetivas.

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Em resposta às irregularidades apontadas em inspeções de 2024 e 2025, a Ypê entregou à Anvisa um plano com 239 ações corretivas. O pacote detalha alterações estruturais nas fábricas, ajustes operacionais e reforço no sistema de controle de qualidade. Apesar das tratativas, o órgão reforçou que consumidores não devem utilizar os produtos dos lotes afetados até que todos os processos sejam regularizados.

A suspensão abrange detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca com lotes terminados em 1. Segundo o relatório da Anvisa, foram constatadas falhas graves nas boas práticas de fabricação, incluindo risco potencial de contaminação microbiológica. Nesta semana, técnicos da Química Amparo e da agência tiveram encontros para debater as adequações sanitárias exigidas.

Além do aspecto técnico, o caso ganhou tom político. Nas redes sociais, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram que a decisão configura perseguição contra a empresa. O debate se intensificou após divulgarem que membros da família Beira, grupo controlador da Química Amparo, teriam doado cerca de R$ 1 milhão à campanha de reeleição de Bolsonaro em 2022. Influenciadores também passaram a registrar vídeos adquirindo e usando os produtos para demonstrar apoio público.

Enquanto o recurso não é julgado, seguem vigentes as recomendações de não uso dos itens afetados e o monitoramento constante pela Anvisa. A diretoria colegiada da agência tem até sexta-feira (15) para deliberar sobre as medidas corretivas apresentadas e decidir se retoma ou mantém a suspensão dos lotes citados.

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