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Camboriú decreta estado de emergência após alerta de Super El Niño; entenda os riscos

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Nuvens carregadas e relâmpagos na orla de Camboriú anunciam o alerta para possíveis chuvas intensas com o iminente Super El Niño. (Foto: Instagram)

O município de Camboriú, localizado no Litoral Norte de Santa Catarina, anunciou situação de emergência diante dos sinais de um possível Super El Niño nos próximos meses. O decreto, publicado na quinta-feira (14) pelo prefeito Leonel Pavan, visa fortalecer o preparo da cidade para impactos climáticos severos e permitir uma resposta mais ágil a eventos extremos.

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Com a declaração de emergência, a administração municipal passa a ter maior autonomia para mobilizar equipes e maquinário, contratar serviços de forma emergencial e alocar recursos públicos em ações imediatas. Além disso, o decreto formaliza a integração das secretarias locais com a Defesa Civil, visando otimizar a coordenação de esforços.

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Entre as iniciativas preventivas, a prefeitura planeja intensificar a limpeza de rios e sistemas de drenagem, realizar intervenções em áreas mapeadas como de maior risco e instalar barreiras para minimizar a chance de alagamentos e deslizamentos. Segundo a administração, o foco é reduzir vulnerabilidades antes de a chuva forte começar.

Especialistas apontam diferentes cenários de risco conforme a região do país: no Sul, há expectativa de chuvas mais volumosas, enchentes e escorregamentos; já no Norte e no Nordeste, a previsão indica estiagem prolongada e possível escassez de água. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alerta ainda para picos de temperatura, prejuízos na agricultura e impactos na geração de energia.

O Super El Niño é um fenômeno que altera a circulação atmosférica global e pode intensificar variações climáticas. De acordo com a NOAA, há 82% de probabilidade de formação entre maio e julho de 2026, com chance de evolução para um evento ainda mais forte. Cidades do Sul do Brasil já se articulam para reforçar planos de contingência, enquanto técnicos seguem monitorando a evolução das condições oceânicas e atmosféricas.

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