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Trabalhadora de frigorífico em SC receberá indenização após humilhações e agressões

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Trabalhadora de frigorífico de Itapiranga recebe R$ 30 mil por assédio moral (Foto: Instagram)

Uma funcionária de um frigorífico em Itapiranga, no Oeste de Santa Catarina, teve reconhecido pela Justiça do Trabalho seu direito a receber indenização por ter sido vítima de assédio moral no ambiente profissional. De acordo com o processo, a trabalhadora era submetida a humilhações, constrangimentos e insultos relacionados à sua aparência, o que gerou graves impactos em sua saúde emocional.

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O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Santa Catarina confirmou a decisão e determinou o pagamento de cerca de R$ 30 mil a título de danos morais. Na fundamentação, a corte considerou os depoimentos de colegas e o laudo de perícia médica, que indicou prejuízos psicológicos decorrentes dos episódios de agressão e constrangimento sofridos durante o expediente.

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O laudo pericial apontou que a trabalhadora desenvolveu depressão, crises de ansiedade e outros transtornos emocionais em razão dos episódios de humilhação. Testemunhas ouvidas pela Justiça relataram que, além de apelidá-la de “gorducha”, uma colega chegou a arremessar pedaços de frango contra ela enquanto ambas realizavam suas funções no setor de produção. Em várias ocasiões, a vítima chegou a chorar e deixou o local em estado de abatimento, evidenciando o impacto das atitudes hostis sobre sua saúde mental.

Em primeira instância, a Vara do Trabalho de São Miguel do Oeste já havia concluído que a empresa não adotou medidas suficientes para proteger seu quadro de empregados contra práticas abusivas. Na sentença, a juíza responsável destacou a conduta inadequada da colega de trabalho e reconheceu a responsabilidade do frigorífico pelos danos causados. A empresa foi condenada a pagar pouco mais de R$ 27 mil, valor que inclui a indenização por danos materiais e o período de afastamento necessário para tratamento psicológico e psiquiátrico, conforme indicado pelo perito.

O caso reforça a importância de políticas internas eficazes de prevenção ao assédio moral em ambientes de trabalho, especialmente em setores de alta pressão como o de frigoríficos. A decisão do TRT serve como alerta para que empregadores adotem ações concretas de acolhimento e combate a comportamentos ofensivos, garantindo o respeito à dignidade e à saúde psicológica de seus funcionários.

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