
Simone Tebet exibe ficha de filiação ao PSB durante cerimônia na Alesp ao lado de lideranças do partido. (Foto: Instagram)
Na sexta-feira (27), em cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, filiou-se oficialmente ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e revelou sua intenção de disputar uma cadeira no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. No discurso, ela acusou o governo estadual de demonstrar ‘ingratidão’, ao se beneficiar sem reconhecer o apoio recebido.
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Tebet ressaltou que, apesar de eventuais divergências partidárias, o governo federal, sob liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, tem destinado recursos substanciais ao estado. Segundo ela, a União garantiu financiamentos internacionais que ultrapassam US$ 4,5 bilhões para São Paulo e a capital, além de possibilitar uma economia de quase R$ 1 bilhão anuais nos cofres paulistas. “Se hoje tem caixa no estado de São Paulo […] não olha coloração partidária”, afirmou.
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A ministra também fez duras entrelinhas ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a quem classificou como ‘agressivo’ e ‘deselegante com todas as mulheres brasileiras’. Em resposta às declarações de Nunes de que seria uma ‘marionete de Lula’, Tebet defendeu sua autonomia. “Meu pai até que tentou, mas tá para nascer homem que me transforme em marionete. É mais fácil eu atender um pedido da Tabata, da Marina Silva, das nossas mulheres do PSB, do que de qualquer autoridade masculina.”
A fala de Tebet ecoou posicionamentos recentes do presidente Lula, que lamentou a ausência do governador Tarcísio de Freitas em anúncio de investimento industrial em São Paulo. Na ocasião, o mandatário federal anunciou quase R$ 7 bilhões destinados à geração de empregos e ao fomento da inovação tecnológica no estado, reforçando o apoio da União ao desenvolvimento paulista.
No ato de filiação, estiveram presentes diversas lideranças do PSB e aliados, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e a deputada federal Tabata Amaral. O presidente estadual do partido, Caio França, e o ex-ministro José Dirceu também marcaram presença, contribuindo para o tom de unidade e fortalecimento da legenda em São Paulo.
Nascida em Mato Grosso do Sul, Tebet encerrou quase três décadas no Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para se lançar na disputa ao Senado por São Paulo. Ao comentar a troca de partido, que já vinha sendo articulada nos bastidores, ela destacou os obstáculos enfrentados pelas mulheres na política e a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder.
Durante o discurso, a ministra ainda criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro e enfatizou a importância de resguardar a democracia brasileira. Ela defendeu também a manutenção da atual chapa presidencial para 2026, elogiando Geraldo Alckmin como vice. “Tenho orgulho de caminhar em 2026 com um homem da retidão, da experiência, da competência e da fé inabalável”, declarou Tebet.

