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Menina de 12 anos sofre estupro coletivo praticado por oito adolescentes

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Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)

O crime de estupro coletivo envolvendo uma menina de 12 anos, supostamente consumado em abril deste ano em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, mobilizou a Polícia Civil após a família registrar denúncia formal. Ao todo, oito adolescentes estão sendo investigados pelo Ministério Público. A apuração aponta que, desde o reconhecimento dos suspeitos, as autoridades buscaram coletar provas e depoimentos para avançar na elucidação do ocorrido.

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De acordo com os autos do inquérito, a vítima foi convidada por um ex-namorado para ir até a casa dele, onde encontrou mais sete jovens. No local, os suspeitos teriam pressionado a menina a manter relações sexuais, adotando violência física e intimidação psicológica diante das recusas. Testemunhas informaram à delegada Fernanda Catherine que parte dos abusos foi registrada em vídeo, o que ampliou o risco de divulgação indevida das imagens.

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Também conforme o relato da família, o conteúdo teria sido compartilhado em grupos de redes sociais, gerando revolta e sofrimento adicional à vítima e parentes. A mãe da menina registrou a ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande na quarta-feira (13). Os suspeitos, cujas idades variam de 12 a 16 anos, foram imediatamente alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça na sexta-feira (15), com a finalidade de garantir a captura de todos os envolvidos.

Até o momento, seis dos oito adolescentes já foram apreendidos em diferentes endereços de Campo Grande. A vítima passou por exame de corpo de delito, procedimento obrigatório para comprovar as lesões decorrentes da violência. Além disso, a família solicitou medida protetiva contra o ex-namorado, que teria atuado como facilitador do encontro e um dos principais autores do crime. A delegada enfatizou que o acolhimento psicológico e o acompanhamento social da vítima são prioridades.

Durante a investigação, as autoridades apuraram ainda que alguns dos suspeitos comercializaram as imagens por R$ 5,00, configurando crime de divulgação de cena de estupro. A Polícia Civil mantém plantões especiais para identificar e apreender dois menores que permanecem foragidos. Os inquéritos seguem em tramitação e podem resultar em internação compulsória dos adolescentes, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), caso sejam indiciados por ato infracional análogo ao de estupro.

O caso reacende o debate sobre a urgência de ações de prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes, além de reforçar a necessidade de educação e políticas públicas eficazes. Organizações de defesa dos direitos humanos acompanham o desenrolar do processo e cobram celeridade nas investigações. Enquanto isso, a família da vítima busca apoio psicológico e jurídico para lidar com as sequelas do crime e garantir que todos os responsáveis sejam responsabilizados. As investigações continuam em busca de outras possíveis vítimas e envolvidos.

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