
Miriam e o irmão Abraão, suspeito de assassinato (Foto: Instagram)
A dona de casa Magali Moraes de Oliveira, de 65 anos, passou cinco dias à procura da filha Miriam Abraão de Oliveira Soares, de 39, antes de ter uma sensação que a levou ao quintal da residência familiar. Em meio às orações e à ansiedade, ela acabou encontrando o corpo da jovem enterrado no pequeno jardim da casa. O crime brutal chocou a comunidade local e teve como principal acusado o próprio irmão de Miriam.
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O suspeito, Abraão de Oliveira Soares, de 42 anos, acabou confessando o assassinato após intenso interrogatório da polícia. De acordo com o inquérito, o crime foi motivado por uma discussão aparentemente trivial: água de esgoto que respingou nas plantas cultivadas por Miriam acabou provocando desentendimento entre os irmãos.
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Em depoimento emocionado, Magali relatou que estava estendendo roupas no varal enquanto pedia a Deus que lhe mostrasse onde estava a filha. Foi nesse instante que ela percebeu um cheiro forte vindo do solo e, ao remover parte da terra com as próprias mãos, encontrou o corpo de Miriam. “Eu senti aquele cheiro forte entrando no meu nariz e a terra cedeu. Aí, vi minha filha enterrada ali mesmo”, contou a mãe.
A polícia apurou que o desentendimento começou quando Abraão manuseava a limpeza de um esgoto e parte da sujeira atingiu o jardim de Miriam, que cuidava das plantas com muito zelo. Irritada, a vítima questionou o irmão, o que gerou uma briga. Familiares dizem que, depois de uma discussão acalorada, Abraão teria agido de forma violenta, golpeando a irmã com um cabo de madeira antes de enterrá-la próximo às plantas.
Os vizinhos e parentes ficaram impressionados com a frieza de Abraão durante as buscas por Miriam, pois ele acompanhou as buscas sem demonstrar abalo emocional. Magali, revoltada, lamentou o comportamento do filho: “Criar um filho com tanto amor e depois descobrir que ele virou um monstro é devastador”. Ela também revelou que o acusado já tinha histórico de agressividade, tendo ameaçado o pai com uma faca em outra ocasião.
A prisão de Abraão ocorreu após a descoberta do corpo, quando ele foi conduzido à delegacia e, sob pressão da investigadora responsável, acabou admitindo o crime. Ele responde inicialmente por ocultação de cadáver e segue sob custódia, aguardando novas diligências. A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes do homicídio, que tem como foco entender a dinâmica completa dos fatos e as circunstâncias que levaram ao assassinato.


